Ibogaína

Ibogaína
A Ibogaína é um alcaloide indólico psicoativo proveninente da casca da raíz da Iboga, com fórmula molecular C20H26N20 e peso molecular de 310,44 g/mol [1].
Foi isolada pela primeira vez em 1901 [2].
Tem tido destaque devido à sua habilidade para tratar a dependência de álcool e drogas, sendo que uma única administração desta permite anular os sintomas de abstinência e reduzir a necessidade de consumo durante um período de tempo após administração [3,4].
A Ibogaína pode ser administrada em fórmula de cápsula e não tem por si só efeitos de adição.
A dose é única e, em situações controladas e utilizada por pessoal competente, aparenta ser segura [4].
Estudos indicam que doses de 4 a 25 mg são capazes de interromper o comportamento dependente durante 6 a 36 meses [5].
Geralmente, um indivídio não pára de consumir drogas permanentemente devido a uma única dose de Ibogaína, no entanto, esta pode ser administrada no início de um programa de reabilitação tendo resultados positivos [4].
Este composto tem potencial para o tratamento da dependência de heroína, cocaína, crack, metadona e álcool e poderá ajudar no tratamento da dependência do tabaco.
Também poderá ter interesse no campo da psicoterapia, como no tratamento de quadros de depressão.
As propriedades anti-aditivas da Ibogaína foram reportadas pela primeira vez em 1963, quando um grupo de pessoas viciadas em opióides consumiram ibogaína e verificaram uma diminuição nos sintomas de abstinência [2].
Nos anos seguintes registaram-se várias patentes para o seu uso no tratamento de substâncias que causam dependência [2]:
1985 - Opióides
1986 - Estimulantes e Cocaína
1989 - Álcool
1991 - Nicotina
1992 - Polisubstâncias
1. http://www.chemspider.com/Chemical-Structure.170667.html?rid=865208ac-1de0-4817-adc1-3d8f96c5a0ca, acedido em 25/05/2016
2. http://www.ibogaine.co.uk/ibogaine6.htm#six., acedido em 17/05/2016
3. Alper KR, Lotsof HS, Frenken GMN, Luciano DJ, Bastiaans J (1999) Treatment of Acute Opioid Withdrawal with Ibogaine. The American Journal on Addictions 8(3):234-242 doi:10.1080/105504999305848
4. Litjens RP, Brunt TM (2016) How toxic is ibogaine? Clinical toxicology (Philadelphia, Pa) 54(4):297-302 doi:10.3109/15563650.2016.1138226
5. Schenberg EE, de Castro Comis MA, Chaves BR, da Silveira DX (2014) Treating drug dependence with the aid of ibogaine: A retrospective study. Journal of Psychopharmacology 28(11):993-1000 doi:10.1177/0269881114552713
6. https://www.ibogainealliance.org/ibogaine/law/, acedido em 25/05/2016
No mapa podemos ver o estatuto legal da Ibogaína em diferentes países.
Para mais informações, clicar no mapa [6].